CGTP. "Governo está encostado à parede" e só tem como caminho "retirar o pacote laboral"

CGTP. "Governo está encostado à parede" e só tem como caminho "retirar o pacote laboral"

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, argumenta que há uma completa rejeição da sociedade e do mundo do trabalho ao pacote de reforma da legislação do trabalho que Governo pretende fazer avançar. Entrevistado na RTP Notícias, o representante da central sindical, que não foi convidado pela ministra do Trabalho para a reunião que hoje decorre sobre as mudanças propostas, considera que o Governo só tem como solução retirar a proposta deste pacote laboral e começar a discutir.

Ana Sofia Rodrigues - RTP /
António Pedro Santos - Lusa

Para Tiago Oliveira, este Governo tem uma “agenda própria, um objetivo próprio de levar por diante uma transformação enorme do mundo do trabalho”. Argumenta que o facto da CGTP ter apresentado uma oposição firme a estas mudanças legislativas está na base da demonstração de que o Governo quer “afastar a CGTP de toda a construção, de encontrar uma solução”.

Para a central sindical, a greve geral é sinal claro da rejeição social às novas ideias do trabalho e fala de uma “completa rejeição do mundo do trabalho” e lembra que este pacote laboral foi considerado por muitos atores sociais e personalidades de peso como um retrocesso.

Não querendo pronunciar-se sobre a UGT, que estará no encontro desta segunda-feira com governo e representantes dos patrões, ainda assim Tiago Oliveira diz que a UGT tem de assumir que tem de “dar corpo” ao que foi a greve geral do final do ano passado, convocada também pela União Geral dos Trabalhadores.

O secretário-geral da CGTP diz ainda que o Governo ainda não conseguiu afastá-los da Concertação Social e lembra a resposta do executivo a um conjunto de propostas que apresentou em setembro. Tiago Oliveira revela que a ministra respondeu “não se rever” naquelas propostas.
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